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Cauterização

CAUTERIZAÇÃO

O que é?

A cauterização se configura como um tratamento em que se realiza a cicatrização de ectopias, as famosas “feridas” que aparecem próximas à vagina devido a inflamações no interior do colo do útero. Também podem se desenvolver na vagina ou na vulva. O processo consiste em eliminar as células enfermas da cavidade uterina e atrair células de defesa que possam fazer a restauração do local infeccionado. As ectopias podem aparecer em diversas fases da vida da mulher. No caso de grávidas, durante a gestação ou o período pós-parto; e em jovens, durante a adolescência a partir da utilização de métodos contraceptivos. Outras razões podem ser traumas ginecológicos que não foram devidamente tratados. É preciso entender que muitas vezes, a formação de ectopias é um processo natural. Na realidade, estas inflamações não são exatamente feridas. São resultantes do deslocamento da mucosa para fora da cavidade uterina. É preciso se atentar ao fato de que nem sempre a cauterização é necessária.

Quando fazer?

O procedimento só costuma ser aplicado em casos mais graves, como situações em que a mulher apresenta corrimentos consecutivos ou sangramento vaginal anormal. Também é realizado devido ao desenvolvimento de HPV ou de mácula rubra, que se caracteriza como um deslocamento total da mucosa. Caso a ectopia tenha uma condição patológica, é preciso tratar a origem do problema. Tratam-se de condições em que as lesões podem adquirir condição maligna, tornando-se uma ameaça para a saúde da mulher. Logo, é necessário que mesma procure um médico para que este diagnostique a causa da formação de ectopias. A detecção destas inflamações pode ser feita pelo ginecologista a partir de exames de rotina como o Papanicolau e a Colposcopia.

Procedimento:

Inicialmente, o tratamento das ectopias pode ser feito através de cremes ou pomadas antibióticas que, ao entrarem em contato com a pele, auxiliam na cicatrização da área infeccionada. Em casos em que se identifica o anticoncepcional como razão da formação das ectopias, o médico pode indicar a interrupção do uso do medicamento e avaliar a possibilidade de substituí-lo por outro contraceptivo. Quando o quadro inicial não pode ser revertido, o profissional recomenda então que a mulher se submeta ao tratamento de cauterização, que pode ser realizado na própria clínica ginecológica.

Tipos:

Existem diversos tipos de métodos de cauterização. Os mais comuns são a cauterização de alta frequência e laser, a eletrocauterização e a criocauterização. O melhor método evidentemente será indicado pelo ginecologista de acordo com cada caso.

Riscos:

Os métodos de cauterização, de forma geral, costumam causar um pouco de desconforto na mulher durante o procedimento. Isto ocorre devido ao fato de ser uma intervenção invasiva em que se realiza uma queimadura do tecido inflamado para ajudar na regeneração do mesmo. O contato do eletrocautério com a parede externa do útero pode provocar algumas cólicas durante o tratamento, mas são normais, pouco intensas e tendem logo a passar. Pelo fato de causarem um desconforto pequeno nas pacientes, a maioria dos tratamentos de cauterização não recorrem ao uso de anestesia local. Apenas em quadros de infecções extensas e múltiplas.

Recuperação:

Após a cauterização, é necessário que a mulher verifique se está tendo corrimento vaginal ou febre. Para ajudar na cicatrização da região afetada, o médico receita uma pomada antibiótica que a paciente deverá aplicar no fundo da vagina durante um período que varia entre doze e quinze dias. Para certificar de que não ocorra nenhum trauma na parede externa do útero, é recomendado que a paciente não pratique relações sexuais durante um período de duas a três semanas. Quarenta dias após a cauterização, indica-se que a paciente retorne à clínica ginecológica para o médico avaliar se o processo de cicatrização terminou.