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HPV

HPV

O que é?

O HPV é a sigla de Human Papilovirus, que em português se traduz como papilomavírus humano. Trata-se de uma doença sexualmente transmissível que pode provocar o desenvolvimento de câncer no ânus e no colo do útero. Além disso, o HPV também pode provocar a formação de verrugas na pele, na uretra e nas regiões orais como cordas vocais, boca e lábios. Isto se deve ao fato de que, apesar do HPV ser transmitido principalmente através de relações sexuais, ele também pode ser desenvolvido por meio de inoculação e auto-inoculação de objetos que já estejam infectados pela doença.

No caso de mães gestantes, é preciso cuidado redobrado, já que o vírus pode ser passado pela chamada transmissão vertical, que faz com que o mesmo passe da mãe para o feto.

Atualmente, tem-se conhecimento de mais de cem tipos de HPV, sendo que doze deles podem provocar o câncer no canal cervical. Tudo depende do grau de seriedade da alteração das células cervicais. Trata-se de um vírus que nem sempre apresenta sintomas.

Tratamento:

O HPV pode ser eliminado até mesmo de uma forma espontânea e imperceptível. Em casos leves, quando estas alterações são discretas, podem ser percebidas através de exames específicos e tratadas em procedimentos mais simples. Mas em situações mais graves, uma vez que as células cervicais são infectadas pelo HPV, podem iniciar uma multiplicação desenfreada, invadir os tecidos vizinhos e desenvolver um tumor maligno no colo do útero. No caso de câncer instalado, o procedimento é muito mais complexo, sendo necessário realizar uma cirurgia para a retirada do tumor.

Para detectar com antecedência a alteração das células do colo do útero, recomenda-se que as mulheres façam o exame de Papanicolau. É importante que a mulher sempre se consulte com seu médico para se certificar se está com o vírus HPV e para receber todas as recomendações sobre como trata-lo. Afinal, não se sabe ainda o que ocasiona o desenvolvimento de lesões nem quanto tempo o HPV pode permanecer sem sintomas.

Felizmente, hoje em dia a ciência já encontrou formas de evitar o desenvolvimento do HPV. São as vacinas do HPV. Criadas em 2007, elas evitam infecções dos tipos de HPV que apresentam mais riscos de causar alterações profundas nas células cervicais. Para isso, as vacinas de HPV estimulam a produção de anticorpos específicos para cada subtipo do vírus. Uma delas é a bivalente, pois previne contra os subtipos 16 e 18 de HPV, presentes em 70% dos quadros clínicos de câncer de colo de útero. Enquanto que a outra é a quadrivalente, por prevenir, além dos subtipos 16 e 18, contra os subtipos 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de formações de verrugas genitais. Vale ressaltar que, ainda assim, são importantes os exames regulares com o seu ginecologista para garantir a sua saúde íntima, já que não é possível ainda prever a durabilidade dos efeitos da vacina e sua real eficácia na luta contra o câncer de colo do útero.